quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E as cortinas se abrem para o novo velho futebol brasileiro.

Adversário fisicamente forte, experiente (15 atletas que estiveram na Copa de 2010), taticamente muito bem organizado, eliminou a Espanha na última Copa das Confederações e só perdeu para o Brasil numa virada sensacional. Do lado brasileiro um time inexperiente, com 4 estréias no time titular, apenas 3 jogadores que estiveram na Copa de 2010, desentrosado e fisicamente abaixo do time dos EUA. No primeiro lance Donovan deu mostras de que a jovem seleção de Mano Menezes sofreria em campo. Os clichês já estavam prontos para justificar uma estréia complicada que estaria por vir. A camisa pesou, na seleção tem que jogar sério, sem firulas, os meninos não estão prontos.

Porém o que se viu depois do lance inicial do time ianque, foi o que o torcedor já estava com saudades. Mano disse que o Brasil precisava voltar a ser o protagonista e foi exatamente o que se viu. O time quis a posse de bola, marcou pressão e com a bola nos pés foi um show. Os três jogadores do Santos fizeram a bola passear em campo, rápida e precisa. Os dribles voltaram, as tabelas rápidas voltaram, a criatividade voltou, o futebol brasileiro voltou depois de tirar 4 longos anos de folga.

Neymar, Ganso, Pato, Robinho, André Santos, Ramires...vários destaques. Porém, mais importante do que os nomes foi o retorno da alegria de ver a seleção jogar. O bom time dos EUA foi totalmente envolvido, pouco fez para abalar a tranqüilidade do novo time brasileiro. Voltando ao começo, foi a estréia perfeita. 

Contrariando prognósticos negativos e clichês, o Brasil foi bem. E resgatou outro sentimento no torcedor: estamos ansiosos para o próximo jogo.

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